Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador pedagogia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pedagogia. Mostrar todas as postagens

domingo, 24 de novembro de 2019

Final de Estágio

A última sexta-feira marcou meu último dia no Estágio Obrigatório da Pedagogia (PEAD). Agora é seguir para as finalizações referentes ao término do curso. Foram cinco anos de aprendizado e grandes desafios. Foi na Pedagogia que precisei reler e entender a literatura de Paulo Freire e seus princípios político-pedagógicos para o campo da Educação. Foi lá também que conheci autores novos como Baumann e pude aprofundar meus conhecimentos sobre Piaget e os estágios de aprendizagem.

No entanto, tudo isso fez muito mais sentido em minha prática de estágio junto à EJA. Foi com o grupo de audltos em processo de alfabetiação que pude, não só rever todos os autores e suas teorias, bem como questionar tantas outras coisas relativas ao ensino para adultos no Brasil. 
É uma engrenagem bastante complexa, se pegarmos o fio de toda a política pública que envolve a EJA e seus e pressupostos educacionais. 

Saio dessa prática docente, certamente, fortalecida como educadora, mas carente de muitas respostas, visto que a Educação de Jovens e Adultos pouco interessa aos governantes e, até à própria sociedade, que desconsidera essa lado do Brasil. Esse Brasil que não escreve, que não lê e que não existe!
Por isso, fazer parte do ensino da EJA e proporcionar aos estudantes uma forma de ler as palavras, sem desconsiderar sua rica, já existente, leitura do mundo é uma tarefa hercúlea, uma tarefa de resitência e muito amor, que tem como propósito máximo ações individuais de professores e alguns grupos escolares isolados.

Meu sonho como professora é que, algum dia, nesse país, a EJA possa ter um pouco mais de importância para o cenário educacional, pois o aluno da EJA não é só passado, é presente e futuro de uma nação. 

domingo, 27 de agosto de 2017

Retomada do Sexto Eixo no Pead

Amanhã, 28 de agosto, retomaremos nossas atividades no PEAD, para o sexto eixo. Com isso, teremos, nossa primeira aula presencial, no núcleo do PEAD. As interdisciplinas para este eixo estão muito interessantes e espero que possamos ter um retorno de muito aprendizado e construções significativas. Já temos, contudo, atividades a distância em nossa plataforma virtual - o MOODLE - de forma que já podemos adentrar um pouco do que será nossos desafios e ações para o novo período que se inicia. 
Na interdisciplina de Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II, já é possível visualizar nossa primeira atividade proposta, a qual, analisamos sem consulta ( nossa visão empírica)  e com consulta ( análise do texto de Becker e Iwasko), o conceito de "aprendizagem". 
Para a interdisciplina de Filosofia da Educação, temos os conceitos sobre a estrutura do argumento e o pensamento crítico, de maneira que devemos dissertar o que entendemos sobre esses conceitos com base no texto disposto no ambiente virtual.
Espero que possamos iniciar de maneira muito produtiva e com vistas ao nosso crescimento como alunas aprendentes e professoras em processo de aprendizagem contínuo.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Ser um Professor Reflexivo

Em nosso  encontro presencial, na interdisciplina de Seminário Integrador, nossa professora, Simone Charczuk, propôs que lessêmos o texto de Isabel Alarcão, sobre ser um professor  reflexivo.

Inicialmente, a autora nos confronta com três perguntas que acaba por desmembrar à medida que o texto avança, mostrando que há muitas formas de chegarmos a essas respostas, ainda que o caminho seja árduo, não é impossível, mas requer de nós professores, desconstruções de estruturas que antes estavam muito bem soterradas em nossas bases pedagógicas e até mesmo filosóficas. São as seguintes perguntas que norteiam o pensamento de Alarcão sobre o professor e seus processos de transformacionais:

1) É possível ser reflexivo?
2) É desejável ser reflexivo?
3) Para onde vamos com a nossa reflexão?

Essas perguntas norteadoras do universo pedagógico de todo docente nos remete a reconhecer e investigar nossas formações, nossa prática pedagógica, com aquilo que Alarcão chama de autoscopia, termo médico, utilizado para referir-se a um auto-exame clínico, que no caso do professor, é o início de seus questionamentos.
Por fim, a autora nos orienta que não se trata de um processo fácil e nem minimiza o caminhoa para se chagar lá, usando o  do ensino da  língua, por exemplo, para nos dizer que trata-se  não apenas de aquisição linguística, mas também de ir além. Compreende (o processo) também esses fatores inerentes ao ensino de qualquer língua, mas o processo é muito mais complexo e requer que se vá nas bases do seu próprio conhecimento(de professor) bem como do reconhecimento do público discente para que comecemos a transcender os limites e as quebras as quais nos levarão a outros aspectos mais profundos da importância do ser professor e de tudo que emerge desse fazer construtivo.



segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Ocupa Faced

Impossível falar de educação e/ou mesmo fazer relações com nossas práticas educativas se não pararmos para refletir  sobre o que está acontecendo com nosso país. Estamos retrocedendo a passos largos e em breve é possível que caiamos no obscurantismo daqueles que ditam leis sórdidas em nossa nação, tirando direitos dos trabalhadores, sucateando a educação pública de qualidade e trazendo atrasos que nos acompanharão por gerações. 
Hoje, a Universidade federal do RS, a qual faço parte, como aluna da graduação e pós-graduação, dá um passo importante no confronto às medidas tomadas pelo governo interino, que desde que usurpou vem, sem qualquer escrúpulo, criando o clima de caos e desruição de nossa sociedade! 

Resistência UFRGS - Ocupa FACED
3 h
Manifesto do Ocupa FACED
Na assembléia
Nós, estudantes da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul ocupamos hoje o prédio da FACED, após deliberação em assembléia geral de estudantes. Lutamos pelo fim IMEDIATO da PL nº 193/2016 – Escola sem partido, da PEC nº 55 (Antiga 241) que congela por vinte anos os investimentos na educação, saúde e segurança e da MP nº 746/2016 do Ensino Médio que reformula o currículo da educação tornando facultativo, disciplinas como: Sociologia, Filosofia, Artes e Educação Física.
Enquanto educadoras e educadores em formação, reiteramos a importância de ocupar e resistir, principalmente, dentro dos espaços ligados à educação. Por isso, a FACED, que loca cursos como Pedagogia, Licenciatura em Educação do Campo, Pós Graduação em Educação e Pedagogia à Distância (além de várias disciplinas de outras licenciaturas), não poderia manter-se inerte à conjuntura nacional. Sendo assim, acreditamos que seja indispensável permanecer na luta contra mecanismos que sucateiam a educação, através de retrocessos deste governo ilegítimo.
Realizaremos nossa primeira assembléia dentro da ocupação hoje, às 19 horas. Por isso, convidamos as/os estudantes a se somarem nesta luta, participando deste movimento e ocupando, também, outros espaços dentro e fora desta universidade.
FORA TEMER!!!
Porto Alegre, 31 de outubro de 2016.


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Gaiolas ou Asas

Esta semana, nossa atividade a distância para a interdisciplina de Seminário Integrador IV, proposta pela professora Simone Bicca Charczuck, nos trouxe o texto e vídeo de Rubem Alves, também chamado de o "Professor dos Espantos!".
Rubem Alves nos encanta com suas memórias de infância, suas lembranças e impressões. Quase de forma poética retoma seu aprendizado, sua história de família e suas experiências na pequena cidade de Boa Esperança e depois no Rio de Janeiro.
Em seu vídeo, nos traz relatos sobre o início de sua carreira acadêmica, a perseguição durante a ditadura militar, a traição sofrida pelo amigo, fato que o fez se distanciar da igreja e por fim, quebrar alguns paradigmas de sua própria formação. Relembra a juda oferecida por Paulo Freire no início de sua docência acadêmica e por fim, instituído como professor da Universidade de Campinas.
Um homem pleno de histórias e humanidades, fala de arte, música, educação, ensino e especialmente sobre as simplicidades da vida como quando lembra da sua cidade de infãncia e o cheiro da comida típica mineira ao fogão.
Em seu texto, Rubem Alves faz um comparativo sobre seus flashes de memória e a ideia de uma escola que nos dá asas com a escola que nos é gaiola.
A escola que nos dá asas nos ensina a pensar, a sermos autônomos no processo de ensino-aprendizagem, enquanto nas escolas-gaiolas estamos presos, nos debatendo como um pássaro que tenta inutilmente se jogar contra as grades de sua prisão.
Nos lembra ainda o quanto lamentam-se os professores que vivem nessas escolas-gaiolas, e que a exemplo dos tigres que ali aprisionam, encontram-se também os mesmos, nesta jaula.
Rubem Alves, porém, finaliza nos lembrando que ainda há esperança! Ou seja, é preciso que essas gaiolas sejam abertas, que os pássaros voem livremente e que tragam a sua beleza e seu voo rasante para o grande espetáculo do aprender que é voar! Voar os limites do impensado, voar a outras fronteiras, provar outros néctares, revoar e sobrevoar o quanto for  preciso.
É disso que  é feita a educação, de asas!





 Texto disponível em: https://contadoresdestorias.wordpress.com/2012/02/19/gaiolas-e-asas-rubem-alves/

Vídeo disponível em: https://youtu.be/77S56jvPHY0

quinta-feira, 31 de março de 2016

VER x OLHAR

Na última aula, no PEAD,  durante nossos debates e conversas, guiadas pela Professora Simone Charczuk, na interdisciplina de Seminário integrador III, pudemos contemplar com bastante clareza nossas diferenças e intepretações sobre um mesmo assunto,  e fazendo nossas reflexões acerca do ver e do olhar!

Aparentemente sinônimos, esses dois verbos têm muito a nos mostrar. Especialmente sobre nossas práticas em sala de aula e a forma como olhamos/vemos nossos alunos e tbm a nós mesmos e nosso mundo ao redor.

Requer que apreendamos para para aprendermos! Nos desloca de nossa posição e nos transfere para do macro para o microcosmo de nossas ações e acepções, muitas vezes desconcertando e confrontando ideias e é isso que a Pedagogia quer da gente, que nos desestabilizemos do status quo, que possamos sair da ilha para ver a ilha e assim, quemsabe, com novos olhares e visões de mundo quebremos paradigmas não pensados anteriormente!
Isso acontece quando, depois de vermos, paramos para olhar! Foi assim, talvez, que Eva viu o mundo! E tudo começou!

quinta-feira, 17 de março de 2016

Volta PEAD




Gurias e guris, volta às aulas, volta as nossas leituras e as tarefas do moodle. O seminário integrador/enlouquecedor! É  muito bom poder regressar e saber que novos aprendizados nos aguardam e principalmente que  nosso encontro nos dá a oportunidade de encontrarmos pessoas que estão traçando o mesmo caminho, possivelmente com as mesmas dúvidas e desejos.. Já se deram conta que  passou um ano? Pois é, cada vez que posto algo aqui no portfólio sobre nosso inícios, me lembro da minha largada no curso e do Poema do Mário Quintana - "O Tempo!" E é pensando nisso que me abasteço de forças para continuar perseguindo um objetivo, que é chegar ao final do curso, com ótimo aproveitamento e condições de exercer meu papel profissional de forma ética e competente!
Bom retorno a todas  e todos e muito estudo!

http://pensador.uol.com.br/frase/MTc0MDg/

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Maquinaria Escolar

Ao concluir o texto proposto em uma de nossas interdisciplinas, A maquinaria escolar, me dei conta de quanto ainda somos influenciados pela formação institucional escolástica!
A estrutura, mesmo física, do que entendemos como escola, ainda é basicamente a mesma da época medieval! Classes que aprisionam a corporeidade do estudante, limitando sua expressão total num contexto castrador e disciplinante!
A máquina do Estado que coloniza arquitetonicamente como devemos ser, pensar e adquirir conhecimento. O professor, um transmissor do que se pensa o conhecimento! Mensageiro de mensagens prontas!

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Apresentação Oral ou Missão Impossível?

Durante o período pré-apresentação estavámos todos no grupo, muito ansiosos. Muito mesmo! Ninguém sabia direito como seriam os critérios de avaliação, além do nervosismo de ter que expressar em palavras tudo aquilo que éramos para o grande grupo e tudo aquilo que a nova etapa representava para nós, míseros mortais!
Alguns pareciam estar à deriva e eu também não me sentia em solo tão firme assim, apesar de que fiz tudo que fora solicitado conforme meus entendimentos e minhas orientações que procurei buscar junto às tutoras. Isso foi uma espécie de "salvação" para alguns de nós, porque o prazo se aproximava  e ainda tínhamos as tarefas das interdisciplinas que não paravam de chegar como uma enxurrada de novas e diferentes  coisas,  e a  cada dia aquele/esse  protfólio crescia como um monstro que alimentávamos com palavras, textos e reflexões a partir de nossas aprendizagens. Talvez nem estavámos nos dando conta do que criávamos, mas estava saindo..., de alguma forma sabíamos disso! Não havia mais como voltar atrás.
No dia da apresentação, para ajudar ainda mais com o clima de tensão, cheguei atrasada e já haviam começado. Aquilo me deixou um pouco deslocada mas vamos lá, é pra isso que estou aqui. Apesar de tudo, não me senti despreparada, pois estava tudo conectado.  Comecei mentalmente a fazer um link de minhas possíveis falas e ver os colegas também se colocando ajudou naquilo que eu deveria expressar para tornar a minha fala algo que pudesse ajudá-los, também.
Enfim, chegou minha vez, uma suada de mãos e vamos lá!
Falei um pouco de minha trajetória como profissional, como professora de língua inglesa, e revisora de texto, bem como minha atuação como psicopedagoga.
Expressar ao gupo que a Pedagogia é algo que falta ao meu trabalho, acho que foi restaurador, não só pra mim, mas pra muitos que atuam profissionalmente e que carecem dessa humanidade, dessa ludicidade que tem a Pedagogia, e que no atuar em sala de aula, é como o palco e as luzes para o ator!
A cortina se fechou e meu tempo esgotou! Fui parada por falta de tempo! Enfim, missão cumprida e nem foi tão impossível assim!

domingo, 23 de agosto de 2015

Workshop

Preparar um workshop  não é nada fácil! Especialmente se estamos há muito tempo longe do ambiente acadêmico e  da pressão de ter que apresentar algo a alguém; muitas vezes acumulando tarefas e funções as mais variadas possíveis. Essa é a vida de quem leva a vida como professor e que decidiu estudar para aprimorar  seus conhecimentos. Bem-vindas ao PEAD e com ele todos os desafios que enfrentamos no último semestre. Tudo muito desconhecido e  novo. E o novo assusta!
O workshop foi uma forma de nos ambientar com as novas mídias e com elas passar um pouco de nossa relação com as interdisicplinas e também a forma como apreendemos o conteúdo e nosso processo de aprendizagem.
Colocar nossos passos descritos no workshop e materializar isso em nossa apresentação, mostrou o quanto é possível estar inserido no ambiente virtual e com ele aprender! Penso que todos aprendemos e de forma significativa e promissora neste semestre, e com isso adquirimos  mais confiança e tranquilidade pra seguir a jornada, que por muitas vezes, nos deixou de cabelo em pé, nos perguntando como terminaríamos tudo em tempo hábil.
Fazer a conexão interdisciplinar foi essencial para nosso crescimento e amadurecimento, assim como  no preparo de nosso workshop, além dos inúmeros textos e discussões que tecemos ao longo do semestre.
Pessoalmente, a leitura de Paulo Freire foi algo que me deu uma nova luz à toda teia de textos e teorias que debatemos durante o semestre, bem como os filmes que assitimos e os exercícios esquemáticos que fizemos  como forma de fotografar nosso aprender.
Ao final da criação do workshop é que pude entender efetivamente sua ligação com as outras disciplinas e sua importância no meu processo de síntese  e auto-avaliação.
 O workshop, sem dúvida, foi a peça essencial para compormos nosso quebra-cabeça!

sábado, 27 de junho de 2015

Pedagogia da Autonomia - Paulo Freire

Relendo hoje, após 20 anos o mesmo livro, Pedagogia da Autonomia,pude entender algumas coisas que duas décadas atrás não faziam muito sentido pra mim. Como a posição do estudante no meio acadêmico e também seu papel como agente mobilizador de todo um processo social.
Freire nos fala sobre o ser epistemologicamente ético que deve estar por trás de tudo que ensina e como ensina, não perdendo, porém, a noção de que ao ensinar aprende e só pode ensinar se estiver de fato aberto a aprender. Outra coisa importantíssima segundo a visão de Freire é nossa condição como seres inseridos num contexto histórico e social, político e antropológico de culturas variadas, onde os saberes se fundem e reforça de que não há menor ou maior saberes, mas saberes diferentes.
Na perspectiva Freireana temos o sujeito apto a tecer sua própria caminhada com autonomia e lucidez, apoiado pelo sistema que deve ser o meio pela qual esse processo se dá. Ressalta que através de políticas sociais dirigidas à educação uma nova realidade é possível, e que apesar da imoralidade como é tratada a classe dos professores com seus míseros salários, somente através da educação é que se pode mudar a cara de uma nação! E de uma sociedade!

domingo, 14 de junho de 2015

Mass + age = era das massas


"Os homens criam as ferramentas. As ferramentas recriam os homens."

Esta semana em nossa interdisciplina Corporeidade e Epistemologia tivemos a oportunidade de fazer uma reflexão acerca do processo evolucionário de nosso cérebro bem como a forma como atuamos em relação aos nossos sentidos extracorpóreos, mas também à parte intocada sobre como nosso cérebro se estabelece e que talvez seja a única coisa que nos coloque num patamar muito superior em relação a outros mamíferos, que é nossa consciência!
Sim, a consciência é aquilo que nos diferencia e que também não se encontra numa parte específica de noss cérebro mas em toda a parte. Está conectada e desenvolvida para atuar com todas as nossas ações cerebrais e sensoriais.
Segundo um dos autores que estudamos, Marshall McLuhan, passamos atualmente por um processo de retribalização em relação à forma como apreendemos o mundo e nossos processos comunicativos. Uma pergunta que não quer calar  para toda essa gama de teorias e saberes é: aprendemos formas originais e diferentes de percepção do mundo, ou apenas fotografamos aquilo que o meio nos passa?

https://youtu.be/r9LOlkEljvQ

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Final de Trimestre

Com o fechamento do trimestre,  nesta semana, começam também os problemas com o rendimento de muitos alunos! E seus escores finais. É  uma história que a cada ano se repete. Infelizmente, nossos alunos não têm o hábito do estudo e da leitura e muitos acabam desenvolvendo muitas dificuldades nas disciplinas escolares, essencialmente as que exigem maior concentração. Com o novo Ensino Médio Politécnico vieram as mudanças quanto à avaliação -  tema mais que debatido nos livros de educação moderna. Agora, usamos a forma conceitual para mensurarmos o alcance dos alunos durante os trimestres, o que de fato, não me deixa certezas sobre a melhora ou não, no processo de aprendizagem em si. O fato, é que decidimos fazer as provas de recuperação contemplando as áreas de conhecimento como um todo e não disciplina a disciplina. Pensamos algo único, que fizesse os alunos pensarem de forma conectada e interdisciplinar no processo de aprendizado e avaliação! No entanto, a maioria está alarmada agora, com o fato de que terá que fazer uma "prova"/"trabalho" que contemple toda a área de linguagem, por exemplo! É  difícil se chegar a um bom-senso sobre qual a forma mais correta de se avaliar e ter um olhar realmente construtivo sobre o estudante, essencialmente nos dias de hoje quando a família, em muitos casos, encontra-se ausente no acompanhamento da vida escolar do aluno, e muitos responsáveis aparecem apenas na entrega dos boletins! 

domingo, 24 de maio de 2015

A Árvore do Conhecimento

Esta semana tivemos um tarefa bem interessante, solicitada na interdisciplina de Corporeidade e Epistemologia, pelo professor Clézio Gonçalves. A leitura do texto de Maturana. O livro, "A árvore do Conhecimento",  que por sinal havia comprado há alguns anos,  na feira do livro de Porto Alegre, apareceu de novo,e  agora na Pedagogia. A leitura é essencial em nosso processo de reconhecermo-nos como seres que relativamente estão  inseridos num meio, e num processo de integração de coordenações de saberes. E isso é plenamente aplicável à nossa realidade em sala de aula, desde o momento que lá ( na sala de aula), temos os mais diversos organismos com suas estruturas autopoiéticas individuais, oriundas de outros meios com suas dinâmicas integracionais próprias!
Deixo um trecho de Maturana para refletirmos nosso papel de educadores e aprendentes nesse universo complexo de conexões!
A cosmovisão sobre o universo humano que aqui se apresenta nos mostra que ela é coroada com a mesma concepção ética  que nos faz refletir na condição humana como uma natureza cuja evolução e realização está no encontro do ser individual com sua natureza última, que é o ser social. Portanto, se o desenvolvimento individual depende da interação social, a própria formação, o próprio mundo de significados em que se existe, é função do viver com os outros. A aceitação do outro é então o fundamento para que o ser observador ou autoconsciente possa aceitar-se plenamente a si mesmo. Só então se redescobre e pode se revelar o próprio ser em toda a imensa extensão dessa trama interdependente de relações que conforma nossa natureza existencial de seres sociais, já que, ao reconhecer nos outros a legitimidade de sua existência (mesmo quando não a achemos desejável em sua atual expressão), o individuo se encontrará livre também para aceitar legitimamente em si mesmo todas as dimensões que atualmente possam ocorrer em seu ser e que têm sua origem precisamente no todo social. Isso liberta nossas relações (e convenções) sociais de um imenso e pesado fardo "original", reconciliando-nos de passagem com a própria vida, por ser essa reflexiva viragem um retorno a si mesmo, por meio de um reencontro com o restante da própria humanidade.



domingo, 17 de maio de 2015

PPP


Etimologicamente, o termo projeto provém do Latim - projectu, particípio passado de projicere, que significa lançar adiante. Plano, intento,desígnio. Empresa, empreendimento, plano geral, edificação. (Ferreira 1975, p.1.144)
E isso é exatamente o que entendemos e pretendemos com nosso Plano Político Pedagógico. Lançar o que devemos e pretendemos fazer como corpo docente e discente, em nossa escola.
Desde que pedi à minha coordenadora pedagógica o nosso PPP, para que eu pudesse analisá-lo e fazer a tarefa pedida para a nossa nova interdisciplina, me deparei com um desafio a trilhar! Mais um! O de reorganizar este documento!
Me propus junto à parte pedagógica de minha escola refazermos nosso PPP, que em muito grita por uma nova vida. E é isso que o curso também está me possibilitando,  ferramentas e conhecimento para que esse projeto reviva novamente. Inclusive, detectamos que a parte ortográfica encontra-se em desuso! Portanto, é salutar que haja não só uma releitura, mas também uma reescrita de nosso PPP.
Conto com o auxílio de meu colega, professor de Física, André, que estará junto comigo, nessa nova atividade e também com a equipe pedagógica, além dos comentários, sugestões e críticas tecidas pelos professores anteriormente.
Será um desafio, mas quero dar meu melhor, pois acredito que minha escola merece e todos nós devemos ter acesso a esse documento que antes, quase nunca, era lido, discutido ou questionado!

domingo, 10 de maio de 2015

Diferenças

Esta semana, estamos iniciando as provas trimestrais, então, estamos definitivamente num momento de muito trabalho e intenso contato com os alunos, principalmente porque sempre há novos desafios. Este ano recebemos muitos alunos oriundos do ciclo, que vem para o Ensino  Médio com conhecimento mínimo, em termos de conteúdos básicos para que possamos dar prosseguimento às atividades pedagógicas previstas para os trimestres e ano letivo.
Tornou-se cada vez mais desafiador para o professor lidar com os mais diferentes perfis e adequá-los igualitariamente, ainda em cima de seus planejamentos básicos, bem como tecer objetivos de aprendizagem que estejam diretamente concatenados com sua disciplina específica. 
Nesse processo, encontro as maiores dificuldades, pois que é salutar que as diferenças e limites de cada um passam pela forma como apreendem o conhecimento! E devem ser respeitadas!



sábado, 18 de abril de 2015

Machuca

Hoje assisti ao filme Machuca, sugerido pela nossa interdisciplina de Cultura e Sociedade! Só posso dizer que o filme , retratado em sua história que se passa no ano de 1973, considerado os anos de chumbo no Chile,é mais atual do que nunca. É atual por que traz várias conexões com o nosso mundo e especialmente conosco, estudantes do PEAD-UFRGS, já que o filme nos contempla com a história de amizade entre um garoto, Gonzalo Infante,  classe média-alta, estudante da Escola Saint Patrick, escola bilíngue, coordenada pelo padre McEnroe, simpatizante das ideias de Allende, então no governo, e Pedro  Machuca, morador de um assentamento muito pobre próximo à Escola. Machuca é aceito na Escola SP como bolsista e ali começa a amizade dos dois e também a desigualdade dos mundos distintos em que vivem, não tirando de fato algumas similaridades emocionais como os conflitos de família que ambos passam; a rejeição pelos outros colegas, a timidez,  o encantamento pela mesma menina! Tudo isso os aproxima como nunca. Gonzalo que está alheio ao que acontece em seu país começa a se deparar com um universo antes nunca imaginado como quando visita o amigo e percebe que na casa não há banheiro!
Machuca está inserido no contexto de provocação e contrariedade em relação ao sistema e sua condição de índio, pobre, de família "comunista"!
Os protestos mostrados no filme não saõ diferentes dos vividos por nós, onde a classe dominante está definitivamente alheia às necessidades básicas do outro como condição mínima de dignidade!
Somos todosPedro Machuca, pois quantos de nós sonhamos em estar na universidade federal, numa melhor condição profissional até, e sem as devidas condições mínimas de igualdade socioeconômica fomos sucumbidos pelo sistema? Acredito que muitos!!
É um filme bonito, sensível,  reflexivo do ponto de vista de nossas atribuições e papel como educadores, mas acima de tudo um filme real! Nos leva à contemporaneidade quanto aquilo que é nós e o outro! A própria alteridade se confunde com a existência!

terça-feira, 14 de abril de 2015

Portfólio

Me incorri em questionamentos metalinguísticos quando iniciei este blog e principalmente depois que comecei  a leitura sobre a definição, conceito e entendimento do que estamos fazendo, bem como da palavra que tanto temos usado e falado nos últimos dias! Todos sabem como se escreve corretamente a palavra "portfólio"? Bem, acredito que trata-se de um, mais um anglicanismo a que estamos expostos. Não me surpreende, no entanto, não termos uma palavra ou conceito que defina tão bem os trabalhos que estamos tecendo, bem como na forma que se apresentam! Poderia ser um dossíê! Uma coletânea, etc. Porém,  mesmo com a palavra "dossiê" incorremos em mais um estrangeirismo: "Do Francês Dossier, 'conjunto de documentos, de papéis', de Dos ( do L. DORSUM), 'costas, dorso'),'costas, lombada', porque nesta parte do conjunto se colocava uma etiqueta para identificação."

O importante é que tenhamos em mente que nosso portfólio, seja ele escrito da forma que for tenha a cor e a tradução de nossos pensamentos, nossas reflexões e sentimentos!  Que porte as nossas fotografias de aprendizado e crescimento durante o curso!

Fonte:
http://origemdapalavra.com.br/site/palavras/dossie/
http://webinsider.com.br/2005/07/03/portifolio-e-portfolio-qua
l-a-grafia-correta/




segunda-feira, 13 de abril de 2015

Tu tornas eternamente responsável por aquilo que cativas

Meu trabalho  é basicamente com adultos ou adolescentes! Eja e Ensino Médio. Então, tenho/temos enfrentado um problema sério pois a maior parte das escolas estaduais de Ensino Médio, caso da minha, recebe alunos oriundos do ciclo ( município) ou então , de outras escolas, com outras dinâmicas, outros perfis e é em cima desses diferentes perfis que elaboramos a cada ano, as diferentes turmas que vão formar o nosso Ensino Médio! Supõe-se que um aluno chegado ao EM deva estar apto às competências básicas do Ensino Fundamental e seus pressupostos pedagógicos. Acontece que na prática isso não funciona assim, desse jeito. O que fazer com um estudante que chega à essa etapa sem nem ao menos ter conhecimento sobre que são "pronomes pessoais"? A coisa complica pois nos reinvantamos para tentar atingir e contemplar a todos de forma a não massacrar aquele aluno que também espera por mais. Em termos de sala de aula, esse tornou-se meu grande drama! Às vezes consigo contornar a situação e trazer todos para os objetivos que proponho e  comumentemente me reinvento dando aulas de história, geografia, arte, português, inglês ( minha disciplina), e até matemática!

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Dom Gato e Dona Andorinha

   "O mundo só vai prestar                                          Para nele se viver                                                     No dia em que a gente ver                                              Um gato maltês casar                                                    Com uma alegre andorinha                                          Saindo os dois a voar                                           O noivo e sua noivinha                                                  Dom gato e Dona Andorinha"                                                                                           Jorge Amado
Há três dias tive o prazer de terminar um livro saborosíssimo sobre o olhar de Zélia Gattai e seus filhos, Paloma e Jorge,  sobre Jorge Amado, o marido, o pai e como o viam na vida em geral, com os amigos, nos escritos literários e suas aventuras, frases, de efeito, manias, etc. http://pt.wikipedia.org/wiki/Um_Baiano_Rom%C3%A2ntico_e_Sensual.Nesse livro de memórias, há um episódio interessante em que seu filho, Jorge, relembra  a história do gato malhado e da andorinha sinhá, história que fora um  presente de aniversário para o filho, na época em que a família toda vivera exilada em Praga. Na história inicial a andorinha e o gato não ficam juntos! E mesmo menino, Jorge se questiona sobre isso! Muitos anos depois Jorge Amado,  o pai, considera que se escrevesse  àquela época, mudaria a história, e os dois ficariam juntos. Na visão dos filhos isso ocorreria porque o pai àquela altura da vida e de todas as suas experiências eliminara tantos preconceitos e diferenças, e que portanto, seria muito melhor que os dois ( o gato e a andorinha), mesmo tão diferentes, ficassem juntos! Assim mesmo, somos nós, quantas vezes nos damos conta de que saberes e ideias antes preestabelecidos e arraigados passam a ser pra nós como a história da ave e do felino! Apenas um detalhe!