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sábado, 9 de junho de 2018

Avaliação

Quero compartilhar  essa reflexão, proposta para a interdisciplina de Didática, a respeito da avaliação - tema tão debatido entre educadores e tão controverso entre no âmbito educacional. 

A avaliação deve ser entendida como um processo e, se pensarmos o objetivo primordial do seguimento ensino-aprendizagem, de que serve a avaliação senão promover o saber de nossos estudantes, respeitando suas diferenças e habilidades? 

Assim, proponho uma análise em cima do texto  de Ferreira (2009), que aborda as mais diversas faces e fases do processo avaliativo, tema que vem sendo discutido há muito tempo, por educadores e especialistas na área da educação. Assim, como professores e mediadores da aprendizagem, pensar reflexivamente a avaliação é um exercício para nosso próprio auto-conhecimento. 

A autora, portanto, sugere que pensemos para quê e para quem servem os processos avaliativos a que estamos institucionalmente atrelados, criando os momentos "ritualísticos" como denomina em seu texto, observando que até mesmo a disposição em que dispomos os alunos em sala de aula, de forma a classificá-los não só em seu desempenho cognitivo, por meio de testes e provas, que resumem todo o conhecimento aprendido em uma só forma classificatória, mas também a disposição física, lembrando mais uma vez, da militarização com que tais métodos são aplicados.

Além disso, destacamos outro ponto pertinente à avaliação, que é a forma unilateral com que é sempre proposta, ou seja, sempre o professor, suposto detentor do "saber", é quem operacionaliza tal fato, classificando seus estudantes de forma a coletar dados quantificáveis para os padrões institucionais.

A avaliação, portanto, deveria ser algo que propusesse um encontro com o processo ensino-aprendizagem, e não um momento estanque, que se estabelece de forma vertical; colocando à reflexão.., também a metodologia do professor e da instituição, e não apenas do educando.

É necessário, porém, que saiamos do método tradicional e mais fácil de olharmos para nossos alunos, como nos momentos estanques de avaliação, propostos por provas e trabalhos que, muitas vezes, colocam em cheque até mesmo o psicológico dos estudantes, cobrando deles um conhecimento também estagnado, que não se relaciona com o processo e o tempo de cada um.

Isso, obviamente, exige do educador muito mais elementos de bases conceituais que sustentem sua ideologia pedagógica, que façam com que olhe o aluno, como sujeito histórico e dialético, no processo de avaliação, considerando toda a aquisição, tempo e empenho, naquilo que propomos como objetivo para nossa práxis em sala de aula.




domingo, 2 de julho de 2017

Avaliação

Comparando a análise das fontes propostas sobre a avaliação, temos duas formas que são distintas: àquela direcionada à instituição, e àquela feita pelo professor em seu processo pedagógico em sala de aula. Porém, importante dizer que ambas se integram neste processo avaliativo e de construção do conhecimento.
No artigo sugerido, temos a proposta referente à política pública - SEAP, criada no governo estadual anterior ao vigente, a qual propõe uma auto-avaliação institucional, que agregue os princípios da gestão democrática,  e pela qual estabelece um canal de comunicação entre a Secretaria de Educação, as Coordenarias Regionais de Ensino e as escolas estaduais, de forma  que esse eixo, passa a direcionar alguns aspectos no seu processo de avaliativo como: gestão, espaço físico, organização e ambiente, condições de acesso e permanência à escola, formação de professores e funcionários, práticas pedagógicas  e de avaliação.
Durante a pesquisa feita pelo SEAP, junto às escolas, que se deu por meio de entrevistas  com professores, pais e funcionários da escola, é possível observar o quanto esta política foi favorável à construção de algumas ações que embasam os pilares da gestão democrática, como a criação, ou retomada do grêmio estudantil por uma determinada escola;  a participação da comunidade numa ação dialógica junto aos membros de uma outra escola; a avaliação dos professores e os níveis de repetência altos (referidos pela professora na entrevista), que ocorriam na escola, ou seja, um novo olhar sobre o aluno, bem como a reflexão sobre o papel do professor e sua horizontalidade dentro do estabelecimento escolar como peça atuante do processo de gestão.
Podemos dizer, então, que o SEAP, apontou para uma redemocratização do processo das gerências estabelecidas dentro dos ambientes escolares, quanto à gestão escolar e democrática e suas mais diversas funções tanto para a comunidade, quanto para alunos e professores.
Por outro lado, no vídeo que apresenta a fala de Jussara Hoffmann, temos um  olhar mais direcionado à relação aluno-professor na educação infantil, a qual nos aponta que avaliar é estar em constante olhar para o outro, bem como para nós mesmos. 
As professoras, apresentadas no vídeo,  ao descreverem hábitos das crianças da educação infantil, nos mostram que sua forma de avaliar é uma forma de olhar a criança em sua individualidade, respeitando e adequando seus ritmos, suas atitudes etc.
Jussara reitera, porém, que ao  fazer esse exercício, não estamos simbioticamente nos tornando ou aceitando de forma passiva aquilo que olhamos e detectamos em nossos alunos, mas nos integrando às mais diversas realidades e tipos que formam as salas de aulas e suas diversidades.

REFERÊNCIAS
DE LIMA, Gomes Iana e GOLBSPAN, Boklis Ricardo. O Sistema Estadual de Avaliação Participativa Estadual do Rio Grande do Sul: contribuições para o desenvolvimento de uma gestão escolar democrática. Políticas Educativas. Santa Maria, v.9, n.2, p.15-31, 2016.
Disponível em: https://youtu.be/474gphe1nT4


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Final de Trimestre

Com o fechamento do trimestre,  nesta semana, começam também os problemas com o rendimento de muitos alunos! E seus escores finais. É  uma história que a cada ano se repete. Infelizmente, nossos alunos não têm o hábito do estudo e da leitura e muitos acabam desenvolvendo muitas dificuldades nas disciplinas escolares, essencialmente as que exigem maior concentração. Com o novo Ensino Médio Politécnico vieram as mudanças quanto à avaliação -  tema mais que debatido nos livros de educação moderna. Agora, usamos a forma conceitual para mensurarmos o alcance dos alunos durante os trimestres, o que de fato, não me deixa certezas sobre a melhora ou não, no processo de aprendizagem em si. O fato, é que decidimos fazer as provas de recuperação contemplando as áreas de conhecimento como um todo e não disciplina a disciplina. Pensamos algo único, que fizesse os alunos pensarem de forma conectada e interdisciplinar no processo de aprendizado e avaliação! No entanto, a maioria está alarmada agora, com o fato de que terá que fazer uma "prova"/"trabalho" que contemple toda a área de linguagem, por exemplo! É  difícil se chegar a um bom-senso sobre qual a forma mais correta de se avaliar e ter um olhar realmente construtivo sobre o estudante, essencialmente nos dias de hoje quando a família, em muitos casos, encontra-se ausente no acompanhamento da vida escolar do aluno, e muitos responsáveis aparecem apenas na entrega dos boletins!