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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
ALfabetização e Letramento
Relacionar, paralelamente, as aprendizagens vistas nos primeiros quatro eixos do PEAD, ao momento político em que vivemos no Brasil, não só se faz necessário à educação, ao educador, mas registra-se que todo o aprendizado adquirido tem sido tanto significativo quanto político-pedagógico, formador de um professor mais consciente epolitizado da própria construção da educação no país; visto que leva esse professor, em seu campo, traçar parâmetros para o cenário educacional que se desenha.
Na interdisciplina de Fundamentos da Alfabetização, revisitamos autores consagrados como Piaget, Vygotsky e Freire, mas também vimos a teoria da Psicogênese da língua escrita, proposta por Emília Ferreiro. O que diferencia ela dos outros autores mencionados? Ferreiro ainda está viva e atuante no trabalho sobre alfabetização e escrita infantil. Aqui no Brasil, Magda Soares é contemporânea de Ferreiro e também desenvolveu seus estudos na área da alfabetização e do letramento, englobando também os preceitos de Paulo Freire.
Em uma entrevista publicada na Revista Nova Escola, em 10 de janeiro de 2019, Magda fala sobre os processos implicados no ensino da alfabetização, que contemplem a teoria do letramento. Realça também as mudanças propostas pelo novo governo para a alfabetização e dos períodos históricos no contexto da educação do Brasil e da alfabetização.
Assim como Ferreiro, Magda é um desses nomes que devemos colocar em pauta e à luz da consciência para novas políticas educacionais com base em sua carreira como professora, pesquisadora e pedagoga da área da alfabetização.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2019
Menino de azul e menina de rosa
Publicar ideias no blog relacionadas aos nossos aprendizados passados aqui no PEAD é uma forma de catarse, pois é preciso que revisitemos não só o que aprendemos anteriormente, mas de que forma isso se relaciona com o nosso mundo agora e com o período em que vivemos, já que, como sujeitos históricos, não há como desvincular da educação nossos próprios processos pessoais e visão de mundo, que não sendo bancária, nos faz pensar, nos faz agir, refletir e debater nossas impressões acerca do ambiente a nossa volta.
Uma das interdisciplinas que fez parte dos primeiros quatro eixos do PEAD foi a interdisciplina de Infância(s) de 0 10 anos, ministrada pela professora Fabiana Amorim Marcello que, brilhantemente, nos fez pensar sobre o papel da criança em nossa sociedade e de que forma colaboramos com alguns estereótipos que perduram na mente dos pequenos.
Esta semana, a ministra dos direitos humanos, Damares Alves, a qual, desde sua indicação pelo atual governo, vem causando desconforto com algumas afirmações, no mínimo polêmicas, trouxe à imprensa e às redes sociais, após discurso de posse que, a partir de agora (novo governo), o Brasil passaria a viver uma nova era, uma era onde menino veste azul e menina veste rosa, fazendo alusão direta à questão de gênero.
Devemos, como educadores, pensar isso à luz de nossa realidade educacional, visto que tanto tem se falado no "escola sem partido", "kit gay", "mamadeiras eróticas" e outras fake news promovidas pela campanha do novo governo e que colocam a escola e o professor na condição de doutrinadores ideológicos e orientadores sexuais, como se isso fosse humanamente possível; que outro ser humano determinasse a orientação sexual de uma outra criança.
Além disso, promove um discurso que foi amplamente debatido na interdiscilina mencionada acima, que é a sexualização e deteriorização da figura infantil por meio da propaganda, da televisão e do consumo desenfreado de produtos que visam apenas o lucro de grandes empresas. Isso nunca se discutiu no âmbito político, tampouco foram apresentados projetos de leis que controlassem e/ou limitassem a exposição das crianças em propagandas sexualizantes, adultizadas e fora do contexto do mundo infantil.
Por outro lado, temos também a questão de gênero relacionado à criança, colocando a menina sempre num papel submisso e inferior na sociedade, que historicamente sabemos, é uma sociedade que favorece aos homens. 'Rosa é cor de menina e azul é cor de menino', é apenas uma forma de determinar papéis como: 'menina brinca de boneca e garotos com bola, menina é a boneca bonita e menino é o astronauta'. Coisas desse tipo e que alimentam uma mentalidade diviosionista e sexista entre as crianças, ensinando-os desde cedo a verem no sexo oposto, seu rival. Isso, definitvamente, faz parte de uma educação que, em nada se parece com os ideais progressistas, de um futuro igual para todos, ou uma sociedade que permita a meninos e meninas serem o que quiserem, e usarem as cores que quiserem sem serem julgados ou rotulados por isso.
terça-feira, 8 de janeiro de 2019
Libras e os sinais da exclusão
Revisitando as interdisciplinas que fazem parte dos primeiros quatro eixos do PEAD, foi impossível não fazer um paralelo com o atual momento político porque passam os brasileiros, o discurso da primeira-dama - Michele Bolsonaro -, e a interdisciplina de Libras.
É preciso ressaltar o caráter demagógico de tal discurso visto que no dia seguinte, 02 de janeiro de 2019, foi extinta, pelo ministro da Educação, o colombiano Ricardo Vélez Rodrígues, a secretaria que, justamente, cuidava dos assuntos relativos à comunidade surda.
A língua brasileira de sinais foi estabelecida como língua oficial dos surdos em 2002, por meio da Lei nº 10.436 e, em 2010, proposta pela Deputada Maria do Rosário, do PT, houve a regulamentação da lei que torna o intérprete de Libras profissional dessa área.
A partir da regulamentação da lei para intérprete de Libras, aconteceu um boom na área da educação que compreende a língua dos surdos, pois, além da criação de cursos superiores, ocorreu também a necessidade de profissionais que estivessem habilitados a atuar nas mais diversas áreas utilizando a língua de sinais.
Se por um lado, se entende a necessidade de dar meios às pessoas surdas através de sua língua própria, torna-se nítida a carência de pessoal capacitado, e por isso, a importância de se criar mais políticas de acesso, tanto aos surdos como aqueles que os interpretam.
Portanto, a crítica que se faz ao governo e também à hipocrisia em torno do discurso da primeira-dama é de que, é preciso muito mais do que apenas sinalizar à nação o quanto, em um discurso preparado e cheio de paixão, a língua de Libras é inclusiva e necessária. Todo e qualquer processo de inclusão é de extrema relevãncia; mas indo além, é preciso possibilitar que a política abra os canais necessários de acesso por meio de uma educação que seja de fato inclusiva e não pertencente a poucos, ou às nobres damas que compõem o alto escalão do governo brasileiro.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2018
A Maquinaria Escolar
O texto que, certamente, tornou-se um marcador de águas em meu percurso no PEAD foi o texto "A Maquinaria Escolar", proposto na Interdisciplina de Escolarização, Espaço e Tempo na Perspectiva Histórica.
O texto faz um movimento histórico, mostrando a evolução e o formato pedagógico da escola num modelo escolástico ocidental. Esse modelo, mesmo medieval, ainda é amplamente o desenho escolar que conhecemos nos dias de hoje. A mesma disposição e a mesma forma de transmitir o conhecimento.
É possível, portanto, que a partir desse texto, possamos, nós, professores, questionarmos se não somos tão medievais quanto o modelo apresentado no texto.
Nesse aspecto, a leitura compreensiva desse texto lança luz aos docentes, que em formação, perguntam-se, a que se ensina e para quê? Um retrospecto da prática em sala de aula, ou apontar caminhos para uma melhora no lay out que queremos para a educação no futuro. Uma das pequenas formas de pensar num sentido oposto à maquinaria em que vivemos é, por exemplo, abolir as provas escolares, ou pelos menos, a forma como são despejadas nos alunos, que pouco faz pensar, e sim, privilegia um conhecimento cristalizado.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2018
O professor e a Cultura.
Um dos pontos de destaque nos Eixos iniciais do PEAD e que trouxe imensas reflexões ao grupo, a ponto de ser lembrado agora para esta postagem, certamente, foi o texto de Marilena Chauí, proposto para a interdisciplina de Escola, Cultura e Sociedade.
Neste texto a autora aborda o tema sobre a cultura e a democracia, reconstituindo a interpretação acerca da "cultura", visto que assume variadas funcões e entendimentos variando conforme o lugar e o tempo.
A relevãncia de tal tema, encontra respaldo em todo o processo democrático e educacional, pois o professor, mediador e um agente cultural de seu tempo, atuando e intervindo no processo de aprendizagem de outras tantas pessoas com culturas diferentes, como é o caso, por exemplo, dos docentes que atuam junto a comunidades indígenas ou quilombolas. Ou mesmo na periferia de grandes centros urbanos, escolas rurais, escolas pertencentes ao MST, dentre outras.
Entender as diferentes culturas e como isso é simbiótico à educação, de maneira geral, é primordial na da formação do professor, que precisa, antes de tudo, entender seu papel na sociedade, como agente mediador, mas como trabalhador que utiliza sua mão-de-obra - o conhecimento - na promoção de uma sociedade mais horizontal.
Referências: Chaui, Marilena. Cultura e democracia . En: Crítica y emancipación : Revista latinoamericana de Ciencias Sociales. Año 1, no. 1 (jun. 2008- ). Buenos Aires : CLACSO, 2008- . -- ISSN 1999-8104.
Referências: Chaui, Marilena. Cultura e democracia . En: Crítica y emancipación : Revista latinoamericana de Ciencias Sociales. Año 1, no. 1 (jun. 2008- ). Buenos Aires : CLACSO, 2008- . -- ISSN 1999-8104.
PEAD - 2 anos
Os quatro primeiros semestres do PEAD foram estruturantes do formato do curso, pois concentraram-se em interdisciplinas que embasaram as subsequentes, isto é, foi necessário um preparo para o que viria. Considerando que todos os alunos do PEAD são professores, atuando em sala de aula, ou mesmo no âmbito educacional, não houve uma esruturação no sentido do reconhecimento do papel do educador, mas, principalmente, em relação as práticas já desenvolvidas e o confronto com autores e teorias que nos levaram à construção de novos saberes.
Tais saberes foram desenvolvidos de maneira organizada respeitando as características próprias do aprender, pois ensinar também implica aprender. Como, por exemplo, quando se retoma à interdisciplina de Alfabetização, bem como à interdisciplina de Corporeidade, as quais propiciaram um contato com o conhecimento analisando aspectos trabalhados em sala de aula sob ângulos e pontos que para muitos estavam restritos à prática, como os processos neuropsicológicos relacionados à leitura e à escrita.
Além disso, uma interdisciplina do eixo inicial, e que trouxe grandes contribuições à formação docente foi a de Escolarização, Espaço e Tempo sob a perspectiva histórica, visto que entender o papel do professor como humanizador além de situá-lo no espaço e tempo em que se vive, ante às mudanças políticas, sociais e econômicas é também uma forma de levar o docente à reflexão sobre seu verdadeiro papel na sociedade.
Estágio Docente
Ao inciar a interdisciplina de Seminário Integrador VII, dou início também às diretrizes que irão compor, no próximo semestre, meu estágio de docência. Assim, penso que uma forma produtiva e significativa de dar sentido a minha formação, bem como a tudo que tenho pesquisado nos últimos tempos, seja como aluna do PEAD, seja como mestranda da área da educação, é poder ajudar os futuros estudantes nos processos de aquisição da leitura.
Sabe-se que a leitura é a arquicompetência que acessa todos os saberes. Não apenas uma habilidade ligada à língua portuguesa. No entanto, os números apontados pelo INEP, sugerem que 28% dos brasileiros entre 15 e 64 anos ainda encontram-se no nível "analfabeto funcional".
Dessa forma, é muito importante que essa motivação para transformar minha pequena realidade e também dos estudantes seja norteadora em todo o meu período de estágio. Quero por meio do meu trabalho valorizar e dar robustez ao desenvolvimento dos processos relativos à compreensão leitora, para que possam (os estudantes), ao apreender esta habilidade cognitiva, aplicarem em outras áreas do conhecimento e com isso alavancarem seus desempenhos escolares.
domingo, 24 de junho de 2018
Consciência Fonológica
Neste VII eixo do Pead, na interdisciplina de Linguagem e Educação, trabalhamos, essencialmente, os processos de aquisição da linguagem e como se dá esse constructo nas diferentes abordagens metodológicas e suas implicações para a educação. E, para finalizarmos nossas atividades, propomos três atividades que visem à consciência fonológica das crianças que estão em processo de alfabetização e letramento.
Quantidade mínima de participantes: 02
Os participantes disputam a ordem do jogo através do dado. Quem tirar o número maior, inicia a partida retirando um pregador da caixa e colocando-o na figura correspondente. Em seguida, deve listar outras cinco palavras que tenham o mesmo som inicial da figura. Se for utilizado como jogo de competição, os participantes ganham um ponto para cada acerto. Se a intenção for trabalhar também a matemática, pode-se estipular pontuação diferente para cada cor de cavalo, que indica a quantidade de acerto (por exemplo, ao acertar uma palavra, o jogador ganha o cavalo da cor X, que equivale a um ponto). No final, cada um calcula sua pontuação.
http://psicopedagogiasalvador.blogspot.com/2014/01/trabalhando-consciencia-fonologica-com.html?spref=pi&m=1
Nesta atividade que envolve rimas, além de trabalhar as palavras e seus sons semelhantes, as crianças trabalham com os animais. É possível, antes mesmo de apresentar a atividade escrita, trabalhar com as figuras e os nomes dos animais, buscando atingir as crianças, por meio do método analítico-sintético como proposto pelo quadro de Galvão e Leal (2005).
https://escolaeducacao.com.br/atividades-com-rimas/atividades-com-rimas-2/
Atividade 3 - Troca-letras
Nesta atividade, as crianças devem trocar as letras como indicado na figura. Obviamente, nesta etapa, é provável que já estejam familiarizadas tanto com as letras como com seus respectivos sons, de maneira que possam identificar sua esrita (icônica), e os sons que forma trocando essas letras. É sugerido aplicar esta atividade para o 2º ano.
https://www.danieducar.com.br/2011/11/troca-letras-2.html?m=1
REFERÊNCIAS
COELHO, Maria José Gonçalves; LANZA, Paula Moreira Martins de Oliveira; REIS, Izabel Cristina da Silva. Consciência fonológica e a aquisição da linguagem escrita: relações e implicações para a prática pedagógica. Pós em Revista, out./2015.
CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA E AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM. Disponível em: https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2457722/mod_resource/content/1/aula%20de%20consciencia%20fonologica%20completa.pdf
ORALIDADE E ESCRITA. Disponível em: https://youtu.be/29LMeYjjxZM.
sábado, 9 de junho de 2018
Avaliação
Quero compartilhar essa reflexão, proposta para a interdisciplina de Didática, a respeito da avaliação - tema tão debatido entre educadores e tão controverso entre no âmbito educacional.
A avaliação deve ser entendida como um processo e, se pensarmos o objetivo primordial do seguimento ensino-aprendizagem, de que serve a avaliação senão promover o saber de nossos estudantes, respeitando suas diferenças e habilidades?
Assim, proponho uma análise em cima do texto de Ferreira (2009), que aborda as mais diversas faces e fases do processo avaliativo, tema que vem sendo discutido há muito tempo, por educadores e especialistas na área da educação. Assim, como professores e mediadores da aprendizagem, pensar reflexivamente a avaliação é um exercício para nosso próprio auto-conhecimento.
A autora, portanto, sugere que pensemos para quê e para quem servem os processos avaliativos a que estamos institucionalmente atrelados, criando os momentos "ritualísticos" como denomina em seu texto, observando que até mesmo a disposição em que dispomos os alunos em sala de aula, de forma a classificá-los não só em seu desempenho cognitivo, por meio de testes e provas, que resumem todo o conhecimento aprendido em uma só forma classificatória, mas também a disposição física, lembrando mais uma vez, da militarização com que tais métodos são aplicados.
Além disso, destacamos outro ponto pertinente à avaliação, que é a forma unilateral com que é sempre proposta, ou seja, sempre o professor, suposto detentor do "saber", é quem operacionaliza tal fato, classificando seus estudantes de forma a coletar dados quantificáveis para os padrões institucionais.
A avaliação, portanto, deveria ser algo que propusesse um encontro com o processo ensino-aprendizagem, e não um momento estanque, que se estabelece de forma vertical; colocando à reflexão.., também a metodologia do professor e da instituição, e não apenas do educando.
É necessário, porém, que saiamos do método tradicional e mais fácil de olharmos para nossos alunos, como nos momentos estanques de avaliação, propostos por provas e trabalhos que, muitas vezes, colocam em cheque até mesmo o psicológico dos estudantes, cobrando deles um conhecimento também estagnado, que não se relaciona com o processo e o tempo de cada um.
Isso, obviamente, exige do educador muito mais elementos de bases conceituais que sustentem sua ideologia pedagógica, que façam com que olhe o aluno, como sujeito histórico e dialético, no processo de avaliação, considerando toda a aquisição, tempo e empenho, naquilo que propomos como objetivo para nossa práxis em sala de aula.
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