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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

A Maquinaria Escolar

O texto que, certamente, tornou-se um marcador de águas em meu percurso no PEAD foi o texto "A Maquinaria Escolar", proposto na Interdisciplina de Escolarização, Espaço e Tempo na Perspectiva Histórica.


O texto faz um movimento histórico, mostrando a evolução e o formato pedagógico da escola num modelo escolástico ocidental. Esse modelo, mesmo medieval, ainda é amplamente o desenho escolar que conhecemos nos dias de hoje. A mesma disposição e a mesma forma de transmitir o conhecimento.

É possível, portanto, que a partir desse texto, possamos, nós, professores, questionarmos se não somos tão medievais quanto o modelo apresentado no texto.



Nesse aspecto, a leitura compreensiva desse texto lança luz aos docentes, que em formação, perguntam-se, a que se ensina e para quê? Um retrospecto da prática em sala de aula, ou apontar caminhos para uma melhora no lay out que queremos para a educação no futuro. Uma das pequenas formas de pensar num sentido oposto à maquinaria em que vivemos é, por exemplo, abolir as provas escolares, ou pelos menos, a forma como são despejadas nos alunos, que pouco faz pensar, e sim, privilegia um conhecimento cristalizado.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

O professor e a Cultura.

Um dos pontos de destaque nos Eixos iniciais do PEAD e que trouxe imensas reflexões ao grupo, a ponto de ser lembrado agora para esta postagem, certamente, foi o texto de Marilena Chauí, proposto para a interdisciplina de Escola, Cultura e Sociedade.
Neste texto a autora aborda o tema sobre a cultura e a democracia, reconstituindo a interpretação acerca da "cultura", visto que assume variadas funcões e entendimentos variando conforme o lugar e o tempo.

A relevãncia de tal tema, encontra respaldo em todo o processo democrático e educacional, pois o professor, mediador e um agente cultural de seu tempo, atuando e intervindo no processo de aprendizagem de outras tantas pessoas com culturas diferentes, como é o caso, por exemplo, dos docentes que atuam junto a comunidades indígenas ou quilombolas. Ou mesmo na periferia de grandes centros urbanos, escolas rurais, escolas pertencentes ao MST, dentre outras.

Entender as diferentes culturas e como isso é simbiótico à educação, de maneira geral, é primordial na da formação do professor, que precisa, antes de tudo, entender seu  papel na sociedade, como agente mediador, mas como trabalhador que utiliza sua mão-de-obra - o conhecimento - na promoção de uma sociedade mais horizontal.

Referências: Chaui, Marilena. Cultura e democracia . En: Crítica y emancipación : Revista latinoamericana de Ciencias Sociales. Año 1, no. 1 (jun. 2008- ). Buenos Aires : CLACSO, 2008- . -- ISSN 1999-8104. 

PEAD - 2 anos

Os quatro primeiros semestres do PEAD foram estruturantes do formato do curso, pois concentraram-se em interdisciplinas que embasaram as subsequentes, isto é, foi necessário um preparo para o que viria. Considerando que todos os alunos do PEAD são professores, atuando em sala de aula, ou mesmo no âmbito educacional, não houve uma esruturação no sentido do reconhecimento do papel do educador, mas, principalmente, em relação as práticas já desenvolvidas e o confronto com autores e teorias que nos levaram à construção de novos saberes.

Tais saberes foram desenvolvidos de maneira organizada respeitando as características próprias do aprender, pois ensinar também implica aprender. Como, por exemplo, quando se retoma à interdisciplina de Alfabetização, bem como  à interdisciplina de Corporeidade, as quais propiciaram um contato com o conhecimento analisando aspectos trabalhados em sala de aula sob ângulos e pontos que para muitos estavam restritos à prática,  como os processos neuropsicológicos relacionados à leitura e à escrita.

Além disso, uma interdisciplina do eixo inicial, e que trouxe grandes contribuições à formação docente foi a de Escolarização, Espaço e Tempo sob a perspectiva histórica, visto que entender o papel do professor como humanizador além de situá-lo no espaço e tempo em que se vive, ante às mudanças políticas, sociais e econômicas é também uma forma de levar o docente à reflexão sobre seu verdadeiro papel na sociedade.

Estágio Docente

Ao inciar a interdisciplina de Seminário Integrador VII, dou início também às diretrizes que irão compor, no próximo semestre, meu estágio de docência. Assim, penso que uma forma produtiva e significativa de dar sentido a minha formação, bem como a tudo que tenho pesquisado nos últimos tempos, seja como aluna do PEAD, seja como mestranda da área da educação, é poder ajudar os futuros estudantes nos processos de aquisição da leitura. 

Sabe-se que a leitura é a arquicompetência que acessa todos os saberes. Não apenas uma habilidade ligada à língua portuguesa. No entanto, os números apontados pelo INEP, sugerem que 28% dos brasileiros entre 15 e 64 anos ainda encontram-se no nível "analfabeto funcional". 

Dessa forma, é muito importante que essa motivação para transformar minha pequena realidade e também dos estudantes seja norteadora em todo o meu período de estágio. Quero por meio do meu trabalho valorizar e dar robustez ao desenvolvimento dos processos relativos à compreensão leitora, para que possam (os estudantes), ao apreender esta habilidade cognitiva, aplicarem em outras áreas do conhecimento e com isso alavancarem seus desempenhos escolares. 

domingo, 24 de junho de 2018

Consciência Fonológica

Neste VII eixo do Pead, na interdisciplina de Linguagem e Educação, trabalhamos, essencialmente, os processos de aquisição da linguagem e como se dá esse constructo nas diferentes abordagens metodológicas e suas implicações para a educação. E, para finalizarmos nossas atividades, propomos três atividades que visem à consciência fonológica das crianças que estão em processo de alfabetização e letramento.

Atividade 1 - Aliteração


Quantidade mínima de participantes: 02


Os participantes disputam a ordem do jogo através do dado. Quem tirar o número maior, inicia a partida retirando um pregador da caixa e colocando-o na figura correspondente. Em seguida, deve listar outras cinco palavras que tenham o mesmo som inicial da figura.  Se for utilizado como jogo de competição, os participantes ganham um ponto para cada acerto. Se a intenção for trabalhar também a matemática, pode-se estipular pontuação diferente para cada cor de cavalo, que indica a quantidade de acerto (por exemplo, ao acertar uma palavra, o jogador ganha o cavalo da cor X, que equivale a um ponto). No final, cada um calcula sua pontuação.

http://psicopedagogiasalvador.blogspot.com/2014/01/trabalhando-consciencia-fonologica-com.html?spref=pi&m=1 



Atividade 2 - Rima

Nesta atividade que envolve rimas, além de trabalhar as palavras e seus sons semelhantes, as crianças trabalham com os animais. É possível, antes mesmo de apresentar a atividade escrita, trabalhar com as figuras e os nomes dos animais, buscando atingir as crianças, por meio do método analítico-sintético como proposto pelo quadro de Galvão e Leal (2005). 

https://escolaeducacao.com.br/atividades-com-rimas/atividades-com-rimas-2/


Atividade 3 - Troca-letras

Nesta atividade, as crianças devem trocar as letras como indicado na figura. Obviamente, nesta etapa, é provável que já estejam familiarizadas tanto com as letras como com seus respectivos sons, de maneira que possam identificar sua esrita (icônica), e os sons que forma trocando essas letras. É sugerido aplicar esta atividade para o 2º ano. 

https://www.danieducar.com.br/2011/11/troca-letras-2.html?m=1 



REFERÊNCIAS

COELHO, Maria José Gonçalves; LANZA, Paula Moreira Martins de Oliveira; REIS, Izabel Cristina da Silva. Consciência fonológica e a aquisição da linguagem escrita: relações e implicações para a prática pedagógica. Pós em Revista, out./2015.


ORALIDADE E ESCRITA. Disponível em: https://youtu.be/29LMeYjjxZM.

sábado, 9 de junho de 2018

Avaliação

Quero compartilhar  essa reflexão, proposta para a interdisciplina de Didática, a respeito da avaliação - tema tão debatido entre educadores e tão controverso entre no âmbito educacional. 

A avaliação deve ser entendida como um processo e, se pensarmos o objetivo primordial do seguimento ensino-aprendizagem, de que serve a avaliação senão promover o saber de nossos estudantes, respeitando suas diferenças e habilidades? 

Assim, proponho uma análise em cima do texto  de Ferreira (2009), que aborda as mais diversas faces e fases do processo avaliativo, tema que vem sendo discutido há muito tempo, por educadores e especialistas na área da educação. Assim, como professores e mediadores da aprendizagem, pensar reflexivamente a avaliação é um exercício para nosso próprio auto-conhecimento. 

A autora, portanto, sugere que pensemos para quê e para quem servem os processos avaliativos a que estamos institucionalmente atrelados, criando os momentos "ritualísticos" como denomina em seu texto, observando que até mesmo a disposição em que dispomos os alunos em sala de aula, de forma a classificá-los não só em seu desempenho cognitivo, por meio de testes e provas, que resumem todo o conhecimento aprendido em uma só forma classificatória, mas também a disposição física, lembrando mais uma vez, da militarização com que tais métodos são aplicados.

Além disso, destacamos outro ponto pertinente à avaliação, que é a forma unilateral com que é sempre proposta, ou seja, sempre o professor, suposto detentor do "saber", é quem operacionaliza tal fato, classificando seus estudantes de forma a coletar dados quantificáveis para os padrões institucionais.

A avaliação, portanto, deveria ser algo que propusesse um encontro com o processo ensino-aprendizagem, e não um momento estanque, que se estabelece de forma vertical; colocando à reflexão.., também a metodologia do professor e da instituição, e não apenas do educando.

É necessário, porém, que saiamos do método tradicional e mais fácil de olharmos para nossos alunos, como nos momentos estanques de avaliação, propostos por provas e trabalhos que, muitas vezes, colocam em cheque até mesmo o psicológico dos estudantes, cobrando deles um conhecimento também estagnado, que não se relaciona com o processo e o tempo de cada um.

Isso, obviamente, exige do educador muito mais elementos de bases conceituais que sustentem sua ideologia pedagógica, que façam com que olhe o aluno, como sujeito histórico e dialético, no processo de avaliação, considerando toda a aquisição, tempo e empenho, naquilo que propomos como objetivo para nossa práxis em sala de aula.




sábado, 2 de junho de 2018

Linguagem e Aprendizagem

Proposta pela interdisciplina de Linguagem e Educação - a elaboração de um esquema onde pudéssemos comparar as teorias sobre aprendizagem, propostas por Piaget e Vygostsky, levando em conta as fases do desenvolvimento e as diferentes características de expressões da linguagem e da inteligência na criança. 







https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2443267/mod_resource/content/1/aula%204%20completa.pdf

segunda-feira, 28 de maio de 2018

A Gasolina Parou o Brasil

Difícil falarmos sobre aulas, trabalhos da faculdade e projetos acadêmicos que temos em vista quando o país desmorona sob os olhos de uma nação que, pouco ou nada tem aprendido com a História. Com a sua própria História. Vimos o gigante tombar e, não pela falta de uma educação pública de qualidade; não pela falta de segurança nas ruas da cidade e nem tampouco pela falta de saúde que dê amplo acesso à toda população. 

Nos vimos diante da falta de combústivel. Energia não-renovável que nos faz ter o direito de ir e vir! De preferência se estivermos indo ou vindo em nossos carros. 

Assim, a greve nacional dos caminhoneiros toma por fantoches, mais uma vez o sofrido trabalhador brasileiro.Incluindo os próprios caminhoneiros que, em suma, sabemos não representam o total dos trabalhadores a reivindicarem por melhores condições nas estradas, menos pedágios e preços menos abusivos do óleo diesel..., mas a todos que desses serviços dependem, ou seja, a maioria da população brasileira. Então, vemos estes hoje, sendo usados por um empresariado aliado a um governo golpista, com respaldo de uma justiça corrupta, ilegítima em seu código de ético e que a cada dia que passa em cima de um plano neoliberal de entreguismo dos recursos e riquezas deste país, sucumbe à especulação do mercado internacional, em negociatas pouco entendidas pelo cidadão comum, que em meio a uma avalanche de informações midiáticas se vê no meio de todo o caos.

Quantos dias mais suportaremos? O fato é que há famílias passando necessidades, sem acesso aos bens imediatos de consumo como gás, comida, remédios, etc.

Me pergunto sobre o papel que nós educadores, frágeis educadores, temos no cenário de paralisação em que nos encontramos. Bom seria se os professores de todos os cantos desta nação, fossem tão respeitados como os caminhoneiros e que a educação fosse tão importante quanto a gasolina.


sábado, 19 de maio de 2018

Escrita Acadêmica

A atividade proposta para a interdisciplina de Seminário Integrador, desta semana, foi a a análise de textos escritos por nossas colegas do PEAD. Todas  tinham a tarefa de ser revisoras de duas colegas, ao passo que outras duas colegas, também leriam nossos textos.

A atividade objetiva que façamos um aprimoramento de nossos processos de escrita e leitura acadêmica e, com essas trocas, que também possamos incrementar nossos achados e aprendizados adquiridos até aqui, além de fazermos uma análise reflexiva sobre de que forma tentamos expressar nossas ideias e aquilo que temos apreendido como educadoras. 

A proposta, além de criativa, nos coloca no papel de professoras de nossas parceiras de PEAD, mas também de alunas, já que seremos lidas por outras duas pessoas com o mesmo objetivo,  o de trazer contribuições  para aquilo que já construimos em nosso saber acadêmico.

Diferentemente do que pensa a maioria, a escrita acadêmica não precisa ser algo enfadonho ou difícil, com uma linguagem inacessível. Ao contrário, é essencial que haja objetividade e precisão, bem como autoria, autenticidade e referências, para que possa o leitor se situar no contexto daquilo que lê. Além disso, a escrita acadêmica pressupõe algumas regras que devem ser respeitadas, como a estética, a formatação, a quem se dirige tal texto, além de um domínio da língua portuguesa.

Todas essas caracaterísticas mencionadas acima servem para deixar o texto mais claro e ao alcance do público que pretende atingir, de maneira que ao lermos a mensagem expressa, possamos entender e conversar com o autor e suas ideias à medida que vão se desenvolvendo no desenrolar da escrita.

sábado, 12 de maio de 2018

A Escola e as Tecnologias Digitais

Como pensar a escola como instituição de ensino que se presta a formar, educar, informar, dentre outros, mas que, ao mesmo tempo, confronta toda essa responsabiidade atribuída, por séculos, ao ambiente escolar, com as tecnologias e recursos digitais da atualidade, ou mais conhecidas como TDs? 

A resposta, certamente, não é simples e, provavlemente, não seja única, porém, analisar os processos e seus "usuários" (alunos), seja a melhor maneira. 

Muitos de nós, educadores, como aponta Schlemmer (2006), somos os "imigrantes digitais", ou seja, atuamos como estrangeiros em relação a essa nova modalidade de inserção, que é a era digital. Os alunos? São os "nativos digitais", já que, iniciaram sua existência como originários dessa nova modalidade de viver, seja o conhecimento, seja sua operacionalidade e tudo que nele está envolvido por meios dos recursos digitais disponíveis desse "novo tempo".

A autora realça ainda, não só a forma como somos e nos encaixamos nos ambientes  e tecnologias digitais mas como ocorre muitas vezes, o processo de ensino-aprendizagem, onde, a exemplo de orientações behavioristas o aluno acaba, em muitos casos, copiando trabalhos da internet, por exemplo, como forma de cumprir os protocolos estabelecidos pelo modelo conteúdista.

Devemos, portanto, fazer uma análise profundamente reflexiva sobre o quê e para quem estamos ensinando, e o que queremos com isso. Nosso aluno, nativo digital, opera sua aprendizagem muito mais pela interação com as tecnologias do que com a cópia de ideias prontas. Assim, entendemos que o conhecimento não é gerado pela internet, mas encontra-se lá, sendo acessado/copiado pelo aluno em situações de trabalhos escolares por exemplo. 

No entanto, o que queremos observar é a relevância de tais trabalhos para um aprendizado verdadeiramente significativo, que possa dar autonomia cognitiva ao aluno e não que o leve ao "copia e cola".
Repensar as formas de ensino e as práticas analógicas que se perpetuam por séculos nos âmbitos de ensino  é apenas uma das quebras de paradigmas que precisa rever a educaçã moderna em sua passagem de imigrante digital para a legalização da permanência na era digital, acompanhando, consequentemente, seus respectivos aavanços.