A escola em que trabalho foi ocupada por um grupo de alunos do Ensino Médio, nesta semana. E a exemplo das tantas escolas ocupadas no RS e em outros Estados brasileiros, nossos estudantes também têm suas pautas de reivindicações! E não são poucas, considerando a precariedade de nossas escolas públicas e o cansaço em torno de um tema tão batido e ao mesmo tempo tão ignorado por nossos governantes. Os desmandos de muitos anos de (des)governo, baixos salários dos professores, violência urbana, má qualidade dos serviços em geral, carências das mais diversas..., etc.
Somam-se a todo este cenário desolador que envolve a educação básica pública, em nosso país, a política suja, perpetrada por politiqueiros, bem como a violência dos grandes centros urbanos e a indiferença e descaso com que a própria sociedade têm tratado nossos estudantes! Mesmo muitos dos pais e familiares são totalmente contra esse movimento democrático e altamente politizado, orquestrado autonomamente por parte dos estudantes, o que nos faz pensar aquilo que há muito se tem discutido nas escolas: a educação ficou relegada SOMENTE ao plano escolar, de forma que a família coloca-se à parte, sem se envolver nas questões sociais que envolvem nossos jovens!
Penso que sociedade, mídia, pais e até mesmo muitos educadores não estão dimensionando a importância desse processo ocupacional, que no futuro, certamente, fará parte de um episódio marcante da história da educação no Brasil.
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domingo, 29 de maio de 2016
segunda-feira, 23 de maio de 2016
POESIA INFANTIL
Fonte: http://www.blocosonline.com.br/literatura/prosa/artigos/art021.htm
sábado, 14 de maio de 2016
TEORIA DE TUDO
Na última semana, em nossa aula presencial no PEAD, na interdisciplina de Seminário Integrador, a partir das divisões do grande grupo para pequeno grupo, orientadas pela professora Cíntia Inês Boll, entendemos que nossas teorias e visões de mundo estão em toda a parte e estão também em nós em todas as coisas, a partir de nossas impressões mais íntimas ou despretensiosas. Sejam visões superficiais ou indagações profundas!
Refletimos que nossa primeira obsevação e conclusão feitas, no primeiro grupo, sofria de questionamentos, e pedia por mais complementos, mais discussão, observação, critérios, etc. Complementos esses, que foram levantados a partir de outras perguntas que nos fizemos e entendendo que não há um fechamento único para muitas das questões que nos levantamos, saímos de uma observação metodológica de nossos objetos, de uma estrutura de pensamento macro para uma micro. Possível até que chegássemos a uma nano-observação de nossos próprios levantes e questionamentos. Isso, entendemos, é o princípio básico do que norteia toda o embasamento da epistemologia e pesquisa a que devemos compor nossas estruturas acadêmicas e profissionais. Apenas com um único exercício de reflexão, brilhantemente conduzido por nossa professora, foi possível identificarmos que é cada vez mais necessário o pensamento crítico, o debate e a
manutenção dialógica, de nossas teorias e conceitos acerca de nosso objeto de estudo, o aluno, a escola (instituição), a educação, o professor, a cultura para a educação.
sábado, 7 de maio de 2016
BRINCAR É COISA SÉRIA
Esta semana, durante um intensivo nos fóruns, para a interdisciplina de Ludicidade, acabei por fazer uma retrospectiva de minhas brincadeiras infantis, na leitura das postagens de outros colegas. Trazer à memória imagens e lembranças de infância e como brincávamos, foi muito divertido. A criança que brinca é um adulto que se torna curioso e mais inteligente! Mais saudável, sem sombra de dúvida, pois que, estabelece vínculo, fantasia, abstrai, joga, interage com outros,frustra-se também diante dos resultados, e com isso cresce!
Uma das coisas que mais me marcou durante minhas memórias de infância foi o contato com a música. Ouvia muito Chico Buarque, Toquinho, Saltimbancos, Balão Mágico e tantos outros mais, que fizeram parte de minha formação e meus gostos,alguns que preservo até hoje.
Uma das músicas que mais me tocava e que sempre me fazia parar para ouvir era "agora eu era herói", de Chico Buarque.
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Educação para quem?
Esta semana em minha escola, estamos tendo aulas com horários reduzidos. Tudo isso, em função da última assembléia com o sindicato dos professores, onde ficou decidido que haveria redução dos turnos como forma de reivindicar os desmandos feitos à classe do magistério público estadual. Tenho um dilema em mão com isso, pois sei da importância que é estar em sala de aula e ocupar esse tempo, enriquecendo meus alunos com um pouco de informação! No entanto, como professora, não posso compactuar mais com o desmerecimento à nosa classe.
Relacionando o caos na educação e no cenário político, me pego em pensamentos que às vezes distorcem de tudo que estamos vivendo. No PEAD recebemos a aula teórica e nossas atividades são sempre com bases teóricas para uma prática idealizada. Quero salientar que essa realidade não existe! Há tempos estamos vivendo na escuridão com a atual situação educacional e política de nossos Estados, cidades e país.
É desanimador saber que estudamos tanto e lemos tanto, quando de fato, pouco podemos aplicar do profundo que queremos ou sabemos.
Assisti a um vídeo de Leandro Karnal, historiador, onde ele reforça o papel do professor e diz, que a verdadeira vingança contra o sistema seria o professor ser um excelente educador! Ainda com todas as mazelas as quais passamos e temos passado. Soa quase surreal! A ação do professor, de formadora, também passa a ser uma ação subversiva, independente e porque não dizer idealista! Num país desgastado pelos excessos de uma minoria, que se diz "educada", contra uma minoria que luta, trabalha e carrega o país nas costas!
Abaixo, link do vídeo do Professor Leandro Karnal
https://www.facebook.com/leandrokarnalfas/videos/754883804611323/
Relacionando o caos na educação e no cenário político, me pego em pensamentos que às vezes distorcem de tudo que estamos vivendo. No PEAD recebemos a aula teórica e nossas atividades são sempre com bases teóricas para uma prática idealizada. Quero salientar que essa realidade não existe! Há tempos estamos vivendo na escuridão com a atual situação educacional e política de nossos Estados, cidades e país.
É desanimador saber que estudamos tanto e lemos tanto, quando de fato, pouco podemos aplicar do profundo que queremos ou sabemos.
Assisti a um vídeo de Leandro Karnal, historiador, onde ele reforça o papel do professor e diz, que a verdadeira vingança contra o sistema seria o professor ser um excelente educador! Ainda com todas as mazelas as quais passamos e temos passado. Soa quase surreal! A ação do professor, de formadora, também passa a ser uma ação subversiva, independente e porque não dizer idealista! Num país desgastado pelos excessos de uma minoria, que se diz "educada", contra uma minoria que luta, trabalha e carrega o país nas costas!
Abaixo, link do vídeo do Professor Leandro Karnal
https://www.facebook.com/leandrokarnalfas/videos/754883804611323/
domingo, 24 de abril de 2016
"Tchau querida!"
Esta semana sob os holofotes do cenário político em que estamos vivendo, o Brasil conheceu quem era o seu Congresso e com isso foi possível ter uma ideia clara dos desmandos e do baixo nível que toma conta daquela que é chamada de "casa do povo"! Não houve meias-palavras de nosos deputados ao fazerem referência a Deus, à família e todo tipo de galhofa possível. Houve quem dedicasse o voto a toturador, tão conhecido de nossos anos de chumbo da ditadura militar. Houve ainda, quem dedicasse o voto ao filho, à neta que encontrava-se de aniversário, aos maçons, aos corretores de imóveis do Brasil, à família quadrangular, à comunidade evangélica, e até mesmo aqueles que pediam pela PAZ em Israel. Foi consenso que a maioria esmagadora dedicasse o voto à família, isso, sem se preocupar com as milhares de famílias brasileiras que o assitiam. Talvez prerplexas por esperarem seriedade daqueles que deveriam zelar por nossos direitos e estabilidade política. As redes sociais viraram o muro das lamentações e como disse Umberto Eco, a internet deu voz a qualquer imbecil dizer o que quisesse. No Brasil não é diferente. O problema, é que todo esse circo romano, acabou parando nas discussões em sala de aula. Alunos têm se digladiado em ofensas por conta de suas posições políticas. Alguns, defendem candidatos homofóbicos, machistas, golpistas, racistas, caracterizados como personagens para a grande imprensa midiática que não economiza forças para se manter na sua posição, de forma unilateral.
Esta semana, ao sair da sala de aula, de uma turma de 2º ano do Ensino Médio, ouvi de um aluno "tchau querida". Primeiramente ignorei, mas ao segundo "tchau querida", tive de me posicionar e perguntar qual era a razão daquilo tudo. O aluno rebate cinicamente dizendo que estava apenas sendo educado. Isso, dois dias após o nosso glorioso Sunday, bloody Sunday, do Congresso, que teve até cusparada entre candidatos. Me senti ofendida, agredida..., e pior, por um analfabeto político, que defende a volta de militares, como solução para a atual crise política no Brasil! Realmente, a que ponto chegamos, me perguntei; a que ponto chegou nossa educação e nossos estudantes? Estão sujando nossa democracia, acobertados pela grande mídia tendenciosa e por políticos corruptos que num show de horrores decidem o futuro de uma nação!
Esta semana, ao sair da sala de aula, de uma turma de 2º ano do Ensino Médio, ouvi de um aluno "tchau querida". Primeiramente ignorei, mas ao segundo "tchau querida", tive de me posicionar e perguntar qual era a razão daquilo tudo. O aluno rebate cinicamente dizendo que estava apenas sendo educado. Isso, dois dias após o nosso glorioso Sunday, bloody Sunday, do Congresso, que teve até cusparada entre candidatos. Me senti ofendida, agredida..., e pior, por um analfabeto político, que defende a volta de militares, como solução para a atual crise política no Brasil! Realmente, a que ponto chegamos, me perguntei; a que ponto chegou nossa educação e nossos estudantes? Estão sujando nossa democracia, acobertados pela grande mídia tendenciosa e por políticos corruptos que num show de horrores decidem o futuro de uma nação!
sábado, 16 de abril de 2016
Tudo é Literatura
Na última semana, em nosso encontro, no PEAD, iniciamos nossos estudos na interdisciplina de Literatura infanto-juvenil, com a professora Ivany Souza Ávila, a qual nos fez viajar em nossos pensamentos com passagens de vários trechos de poemas, romances e música.
Indetificamos que a literatura está em tudo, e com ela podemos nos comunicar das mais diversas formas, seja criando um poema, uma música, uma história, um conto, etc. No final, tudo é Literatura!
Reunidas em pequenos grupos, analisamos três vídeos apresentados pela professora, e resolvemos desconstruir a letra da música de Chico Buarque - Construção; e como recurso utilizamos a técnica de trocar versos e inverter palavras. Só pra mostrar uma das formas pelas quais podemos trazer para nossos estudantes, os mais diferentes caminhos de se compor, recompor, contar e recontar histórias.
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Brincar pra quê?
Esta semana, iniciamos no PEAD, nossa nova interdisciplina de Ludicidade. Talvez estivéssemos esquecidos sobre a importância do brincar e o quanto é libertador pra todos nós, termos o nosso momento de relaxar, de soltar os braços e simplesmente brincar! Se podemos lembrar disso e entender como algo essencial a todos nós, imaginem às crianças?
Desde o início dos tempos que o homem brinca e através do jogo, da brincadeira, faz conexões e ajustes sociais e individuais.
Toda criança ama brincar e é nas brincadeiras que elas se expressam, simbolizam sua realidade e seus dramas. A criança, inicialmente brinca com o próprio corpo e à medida que reconhece o mundo interage através de seu corpo com o meio em que está exposta. Nas brincadeiras e jogos as crianças inventam a realidade, imitam,criam e recriam personagens, reais ou fictícios, mas que fazem parte de suas mentes e imaginação.
E no ato de brincar estabelecem regras,fazem conexões, trocam experiências e crescem. A criança aprende a brincar e brincando apreende o mundo a sua volta!
Desde o início dos tempos que o homem brinca e através do jogo, da brincadeira, faz conexões e ajustes sociais e individuais.
Toda criança ama brincar e é nas brincadeiras que elas se expressam, simbolizam sua realidade e seus dramas. A criança, inicialmente brinca com o próprio corpo e à medida que reconhece o mundo interage através de seu corpo com o meio em que está exposta. Nas brincadeiras e jogos as crianças inventam a realidade, imitam,criam e recriam personagens, reais ou fictícios, mas que fazem parte de suas mentes e imaginação.
E no ato de brincar estabelecem regras,fazem conexões, trocam experiências e crescem. A criança aprende a brincar e brincando apreende o mundo a sua volta!
quinta-feira, 31 de março de 2016
VER x OLHAR
Na última aula, no PEAD, durante nossos debates e conversas, guiadas pela Professora Simone Charczuk, na interdisciplina de Seminário integrador III, pudemos contemplar com bastante clareza nossas diferenças e intepretações sobre um mesmo assunto, e fazendo nossas reflexões acerca do ver e do olhar!
Aparentemente sinônimos, esses dois verbos têm muito a nos mostrar. Especialmente sobre nossas práticas em sala de aula e a forma como olhamos/vemos nossos alunos e tbm a nós mesmos e nosso mundo ao redor.
Requer que apreendamos para para aprendermos! Nos desloca de nossa posição e nos transfere para do macro para o microcosmo de nossas ações e acepções, muitas vezes desconcertando e confrontando ideias e é isso que a Pedagogia quer da gente, que nos desestabilizemos do status quo, que possamos sair da ilha para ver a ilha e assim, quemsabe, com novos olhares e visões de mundo quebremos paradigmas não pensados anteriormente!
Isso acontece quando, depois de vermos, paramos para olhar! Foi assim, talvez, que Eva viu o mundo! E tudo começou!
Aparentemente sinônimos, esses dois verbos têm muito a nos mostrar. Especialmente sobre nossas práticas em sala de aula e a forma como olhamos/vemos nossos alunos e tbm a nós mesmos e nosso mundo ao redor.
Requer que apreendamos para para aprendermos! Nos desloca de nossa posição e nos transfere para do macro para o microcosmo de nossas ações e acepções, muitas vezes desconcertando e confrontando ideias e é isso que a Pedagogia quer da gente, que nos desestabilizemos do status quo, que possamos sair da ilha para ver a ilha e assim, quemsabe, com novos olhares e visões de mundo quebremos paradigmas não pensados anteriormente!
Isso acontece quando, depois de vermos, paramos para olhar! Foi assim, talvez, que Eva viu o mundo! E tudo começou!
quarta-feira, 23 de março de 2016
Para Weston (2009), argumentar é "[...] apresentar um conjunto de razões ou provas que fundamentam uma conclusão." Para o autor, podem existir argumentos frágeis e alguns outros mais consistentes. Nesse sentido construir argumentos é um meio de investigação, de explicar e defender uma ideia. Por isso perguntamos: sobre que conteúdo(s) você quer postar? como pretende argumentá-lo?
Foi com este foco que abrimos nosso último encontro no PEAD, nos questionando e argumentando acerca de nossas postagens e como elas podiam ser um mecanismo de construção em nosso processo de escrita, como futuras pedagogas, professoras, mas por ora estudantes; e também sobre as questões que envolvem o ato de escrever em si, levando em conta que temos um fazer acadêmico e que nossos textos devem refletir não só nosso aprendizado bem como deve mediar a leitura de quem o lê, e a forma que esse leitor recebe é que nos faz pensar, e construir um texto cada vez mais elaborado com prerrogativas de sustenção e coesão quanto aquilo que pretendemos transmitir.
Nossas discussões em grupo nos levam a crer que é preciso muita caminhada além de um olhar mais criterioso e de certa forma isento na comparação com outros, podendo-se assim divagar e criar de forma mais espontânea nossos aprendizados e entendimentos.
Entendemos que no processo de construção de nossas postagens vamos aperfeiçoando nossos métodos e criando espaços para o diálogo e a troca com outros colegas, observando seus comentários e pontos de vista.
Foi com este foco que abrimos nosso último encontro no PEAD, nos questionando e argumentando acerca de nossas postagens e como elas podiam ser um mecanismo de construção em nosso processo de escrita, como futuras pedagogas, professoras, mas por ora estudantes; e também sobre as questões que envolvem o ato de escrever em si, levando em conta que temos um fazer acadêmico e que nossos textos devem refletir não só nosso aprendizado bem como deve mediar a leitura de quem o lê, e a forma que esse leitor recebe é que nos faz pensar, e construir um texto cada vez mais elaborado com prerrogativas de sustenção e coesão quanto aquilo que pretendemos transmitir.
Nossas discussões em grupo nos levam a crer que é preciso muita caminhada além de um olhar mais criterioso e de certa forma isento na comparação com outros, podendo-se assim divagar e criar de forma mais espontânea nossos aprendizados e entendimentos.
Entendemos que no processo de construção de nossas postagens vamos aperfeiçoando nossos métodos e criando espaços para o diálogo e a troca com outros colegas, observando seus comentários e pontos de vista.
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