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sábado, 5 de dezembro de 2015

Conclusão

Hoje,  fizemos nossas considerações finais, para o Seminário Integrador - Eixo II. Enquanto escrevia muitas leituras, falas e reflexões me ocorreram, mas tínhamos um número limitado de páginas e portanto, tinha de  fazer uma escrita sintética de meu aprendizado durante o semestre envolvendo nossas disciplinas no PEAD.
Só posso dizer que valeu a pena e que mesmo com o acúmulo de tarefas, às vezes de forma esgotada e pensando que não haveria tempo hábil pra tudo, posso afirmar que passamos mais uma etapa.
Sinto-me privilegiada por fazer parte desta universidade e ter a oportunidade de concretizar  por meio de de minhas palavras, nossas ações acadêmicas, que devem, obviamente, ir ao encontro de nossa práxis e nossos ideais éticos e profissionais. Que venha o terceiro trimestre!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A onda

Hoje em minha escola, tivemos toque de recolher! Sim, nunca pensei que fosse ouvir isso; não aqui, na minha Porto Alegre da "paz"; da maneira que está acontecendo, não só aqui mas em nossas cidades por todo o Brasil. Quando peguei minha filha na escola, ela me pergunta: "mãe, qual foi a última vez que tu lembra de ter ouvido toque de recolher?" Falei: na verdade, eu mesma não convivia ou sabia da naturalidade desse termo, mas meus pais, sim! Os adultos em geral, na minha infância, falavam sobre isso e no meu imaginário, sabia que não era algo bom ou que as pessoas à volta sentissem algum conforto com aquilo.
Hoje, nosso toque de recolher é determinado por bandidos e traficantes que articuladamente mandam e autorizam ataques coordenados nas cidades e capitais!  Ações feitas diretamente de dentro dos presídios. E nós, que temos "liberdade", estamos aqui,  presos em nossas casas, nossas crianças impossibilitadas, muitas vezes de irem às escolas, pais e mães deixando de trabalhar.
Tudo isso, todo esse tsunami de violência a que estamos expostos, especialmente em nossa capital, a mais meridional do país, no Estado que foi celeiro do Brasil, na terra dos gaúchos..., o crime tomou conta! E de forma mais séria do que podemos pensar!
Fazendo  alusão ao filme "A Onda", proposto na disciplina de Psicologia,  podemos entender como a onda pode ser tantos movimentos sociais e consequentemente psicológicos a que nos definimos como povo, sociedade e ser habitante deste planeta! Confinamos nossas vidas ao medo coletivo, ao  pânico desenfreado e  à depressão por detràs dos muros de nossas casas, que cada vez mais altos, nos aprisionam, cada vez mais cercados, nos alienamos! Até a próxima onda...

domingo, 22 de novembro de 2015

Que país é esse?

Poesia sobre a leitura O Manifesto dos Pioneiros.



Que país é esse?
Sonho um país de gente educada,
Onde o bandido não manda nada!
Um país de gente séria,
Bem longe dessa miséria!
E não fica lá em Pasárgada...
Fica aqui,  na rua alagada!
Sonho um país de gente boa,
Com respeito à toda pessoa!
Um país de gente honesta,
que respeita sua floresta;
E não fica lá em Miami,
Fica aqui, com essa madame...
Sonho um país de gente sã,
Seja cristã,  judia ou pagã!
Um país com todos na escola,
Onde livro  é melhor que bola!
E não fica  lá pela Europa,
Fica aqui,  no país da Copa!


sábado, 21 de novembro de 2015

Manisfesto Pela Educação

Estamos analisando na disciplina de Fundamentos da Educação com Enfoque Histórico o "Manifesto dos Pioneiros", documento tecido por vários autores, dentre eles, Cecília Meireles.

O texto com cunho social e filosófico nos coloca sobre os pontos a serem trabalhados para a grande mudança que deve ocorrer nos níveis gerais de educação no Brasil e como essas transformações têm acontecido,desde a parte física das escolas, como os planejamentos curriculares; as quais, educadores de todo o Brasil seguem há anos, como método e até mesmo "modus operandi" do seu fazer pedagógico. 

No texto destacamos a necessidade que se faz expressamente presente nos cursos superiores quanto à mentalidade em relação à forma como valorizamos o ensino e o sistema educacional, basicamente pautados e focados em algumas profissões ditas "mais valorizadas". Dessa forma,  o texto aponta e clama pela pesquisa e novos pensares, especialmente nas  áreas das humanidades, filosofia e letras.
"É a universidade, no conjunto de suas instituições de alta cultura, prepostas ao estudo científico dos grandes problemas nacionais, que nos dará os meios de combater a facilidade de tudo admitir; o ceticismo de nada escolher nem julgar; a falta de crítica, por falta de espírito de síntese; a indiferença ou a neutralidade no terreno das idéias; a ignorância “da mais humana de todas as operações intelectuais, que é a de tomar partido”, e a tendência e o espírito fácil de substituir os princípios (ainda que provisórios) pelo paradoxo e pelo humor, esses recursos desesperados."



sábado, 31 de outubro de 2015

Erotização infantil

Esta semana, assistimos um vídeo na disciplina de Infãncias que nos apontou para algo muito sério que vivemos não só na educação mas que é amplamente divulgado pela mídia através de propaganda, outdoors, televisão, internet, revistas, jornais, matérias de consumo, música etc., e trata-se da erotização relacionada à imagem infantil.
Num tom, muitas vezes, subliminar, a veiculação da imagem infantil como forma de publicidade atraindo para o consumo e apelo sexual, muitas vezes, acaba encobrindo um problema não só social, mas histórico e  cultural em nossa sociedade, onde a imagem, especialmente de meninas, em fotos sensuais ou imitando mulheres em poses sexualizadas se faz presente e de forma muito natural.
Na educação, é muito importante que tenhamos esse viés crítico do panorama que se apresenta, envolvendo nossas crianças, instrumentalizando-as para um público muitas vezes, pedófilo e que estimula de forma dissimulada a precocidade da sexualidade infantil, de forma pornográfica, roubando desta forma todo o processo que é natural da criança e que passa por estágios diversos até formar o adulto consciente e sexualmente saudável.

domingo, 25 de outubro de 2015

Freud e a Educação


Na disciplina de Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia pudemos ter uma visão geral da vida e obra de Freud, o pai da Psicanálise, bem como algumas de suas teorias que tão fortemente servem à educação e à aprendizagem, como os mecanismos de defesa, reclaques, traumas, etc;  e como nossa mente atua de forma a nos sugerir, simbolizar, transferir e escapar, muitas vezes, sublimar, de situações a que estamos expostos no decorrer de nossas vidas profissionais, pessoais e afetivas.
Freud, não só nos sugere uma parada para a auto-análise como a forma  que olhamos o outro que vive nesse processo diário de interação conosco. Em nosso  caso, especificamente, a escola, o aluno.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Dia do professor II

Toda vez que precisamos ser fortemente lembrados por um dia, é porque algo na sociedade não vai bem!
E isso é exatamente a sensação que temos quando falamos do profissional da educação - o Professor!
Sim, escrevo com letra maíuscula, apesar de nossa gramática assim, não fazê-lo, em relação à palavra!
Muito raro ouvirmos pais dizendo ou sonhando para o futuro de seus filhos uma carreira no magistério, especialmente em nossas escolas públicas.
Professor em nosso país é digno de pena e muito mais lembrado porque é visto como o "coitado", o sem opção.
Enquanto uma sociedade doente de educação,  não souber que não há tecnologia no mundo que desperte o desejo por aprender e/ou ensinar, a figura do professor infelizmente será vista de forma deturpada e condescendente.
Fora  o descaso com aquilo que se pensa ser um "dom" e não uma profissão como outra qualquer, há ainda a questão sacerdotal que cria um verdadeiro invólucro na imagem do professor.
Durante a leitura do texto Maquinaria Escolar, podemos ter uma ideia bem marcante de como a Igreja instituída através dos seus parâmetros socio-educativos, até hoje nos consome com a ideia de sala de aula, professor, forma de passar o conhecimento, etc
Vivemos ainda, em muitas áreas, como na Idade Média, ensinando como os antigos frades, e talvez por isso ainda, muitos pensam a figura do professor  como um salvador! Pensemos!
Professor não é clérigo, Professor não é monge, Professor  não é pai e mãe. Professor é Professor!

Dia do Professor

Eu tenho uma espécie de dever
de dever de sonhar
de sonhar sempre, 
pois, sendo mais que uma espectadora de mim mesma
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E assim me construo a ouro e sedas, 
em salas supostas,
invento palco, cenário 
para viver o meu sonho,
entre luzes brandas e músicas invisíveis.

Sonho impossível

Sonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite provável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar este mundo, cravar este chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã este chão que eu deixei
Por meu leito e perdão
Por saber que valeu
Delirar e morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão" Sonho Impossível - Fernando Pessoa

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Maquinaria Escolar

Ao concluir o texto proposto em uma de nossas interdisciplinas, A maquinaria escolar, me dei conta de quanto ainda somos influenciados pela formação institucional escolástica!
A estrutura, mesmo física, do que entendemos como escola, ainda é basicamente a mesma da época medieval! Classes que aprisionam a corporeidade do estudante, limitando sua expressão total num contexto castrador e disciplinante!
A máquina do Estado que coloniza arquitetonicamente como devemos ser, pensar e adquirir conhecimento. O professor, um transmissor do que se pensa o conhecimento! Mensageiro de mensagens prontas!